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Adobe e Coreia do Sul alertam para falha sem correção no Flash | G1 – Tecnologia e Games – Segurança Digital
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Sexta-feira, 02/02/2018, às 22:04,
Adobe e Coreia do Sul alertam para falha sem correção no Flash
A Adobe e o governo da Coreia do Sul publicaram alertas de segurança afirmando que hackers estão utilizando uma brecha no Flash Player para instalar programas maliciosos nos computadores das vítimas. De acordo com o alerta, os ataques em circulação são realizados usando documentos do Microsoft Office. A Adobe pretende lançar uma atualização para o Flash apenas na próxima semana.
O alerta da Coreia do Sul foi emitido pela Agência Coreana de Segurança e Internet (KISA, na sigla oficial do órgão). Segundo uma publicação no Twitter do especialista em segurança Simon Choi, da fabricante de antivírus Hauri, os ataques usando a falha ocorrem desde meados de novembro e têm origem na Coreia do Norte. Os alvos são pessoas que investigam o regime de Kim Jong-un.

Planilha do Excel com texto em coreano e animação oculta para explorar falha no Flash. (Foto: Simon Choi – @issuemakerslab/Twitter/Reprodução)
O Flash Player é um programa usado para reproduzir animações no formato Flash. Ele vem pré-instalado nas versões modernas do Windows, o que permite a reprodução das animações no navegador internet Explorer e dentro de arquivos do Office. O Flash também é embutido no navegador web Chrome.
Embora o Flash seja mais usado na web para animações, jogos e vídeo, a tecnologia é hoje considerada obsoleta para essa finalidade. Muitos sites que usavam Flash, como o YouTube e o Facebook, migraram para soluções com HTML 5, que não depende de um software externo ao navegador. Navegadores web como o Chrome e o Firefox impõem restrições ao Flash e só rodam as animações após autorização do internauta.
Isso diminuiu os ataques realizados com Flash na web, mas o programa também pode ser “chamado” de dentro do Microsoft Office. Nesse cenário, a animação é embutida em documentos do Word ou planilhas do Excel de forma praticamente imperceptível. Quando o alvo do ataque abre o documento, a animação maliciosa pode explorar uma brecha no Flash Player — quando uma falha do tipo existe — e instalar algum vírus de escolha do atacante no computador da vítima.
Versões mais novas do Office restringem as funções disponíveis para documentos abertos de fontes inseguras, como web e e-mail, mas o usuário pode desabilitar essa proteção com um clique e acabar contaminado.
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
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